Tuesday, October 20, 2009

Das coisas bonitas

Acho que pelo menos uma vez na vida nos apaixonamos pela Beleza. Seja pelo reflexo de um cristal numa parece branca e baça, seja pelos acordes perfeitos de Chopin, seja por uns maxilares que parecem esculpidos por pelas mãos do próprio Rodin.

Mas a perfeição é contrária à natureza humana. Somos animais. Na selva vence o instinto, não o ideal. Temos, claro, a arrogância de almejar a perfeição, de tocar e possuir o que é belo. Mas depois há a vida. Que está longe de ser perfeita e nos ensina com a precisão madrasta de quem sabe que não falha.

E então sabemos que a paixão pelas coisas belas é efémera como a Beleza em si e damos por nós sedentos por aquela falha, aquele toque de mortalidade que nos faz crer no que é eterno.

3 Comments:

Anonymous Sérgio said...

O problema não é a beleza ser efémera, mas sim o desejo por ela ser duradouro. Há qualquer coisa sobre a beleza que nos faz crer que nela estão as respostas para todos os nossos problemas - como uma traça atraída por uma lâmpada acesa, descartamos tudo o que o bom senso e a lógica ordena para perseguir o belo. E fazemos-lo com orgulho, onde a estupidez e o desejo de ser mais feliz se fundem num só.

15:01  
Blogger MóniKa said...

Bonito.
Beijinhos
Mónica

22:01  
Blogger LITERATURA GRACIA CANTANHEDE said...

http://literaturagraciacantanhede.blogspot.com/

ESTOU SEGUINDO SEU BLOG ENTRE NO MEU E ME SIGA TAMBEM,ABÇ

07:37  

Post a Comment

<< Home

FREE hit counter and Internet traffic statistics from freestats.com