Friday, May 22, 2009

No Psico

A última vez que o vi foi numa sessão do Psico. Um filme que sei quase de cor, que me lembra noites em casa da minha Avó que me deixava quebrar todas as regras, da hora do deitar aos filmes que me eram permitidos. Nunca tinha visto o Psico sem ser nas dimensões rasteiras de televisões banais. Há muito que achava que o filme merecia mais. Ele estava lá e discursou. Falou mais do que discursou, porque não se pôs em bicos dos pés e falou como se falasse só para mim e não para todos naquela sala quase cheia.

Achei-o velhinho. Até ontem pensei que fosse pela idade da minha Avó que tudo (ainda) me permite. Tinha menos dez anos. E um enorme saber. Há anos que como uma passa nos primeiros segundos do primeiro de Janeiro, prometendo a mim mesma que será o ano em que aprendo mais sobre cinema. Tenho falhado e senti-me triste ontem por isso.

Porque sei que ele merecia mais da minha tristeza e que podia ter aprendido mais com ele. A morte magoa mais quando não aproveitamos a vida.
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